Gestão por Objetivos em Relações Públicas: vantagens e o processo

As Relações Públicas muitas vezes não dão certo porque os administradores não entendem o que os profissionais da área estão dizendo e fazendo. Portanto, é imperativo falarmos nos termos da administração em vez de tentar educá-la nos nossos”. Essa afirmação de Dan Lattimore (2012, p. 132) representa bem a necessidade de conhecer em detalhes algumas práticas e teorias da Administração. Um bom exemplo é a Administração por Objetivos (APO) ou em inglês Management by Objectives (MBO).

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De acordo com o Portal dos Administradores, a Administração por Objetivos (APO) é um método que proporciona uma gestão mais detalhada às empresas, com destaque ao planejamento, controle e foco em objetivos. A teoria foi desenvolvida por Peter Drucker e publicada no livro “The Practice of Management” em 1954. Quando se fala em Administração por Objetivos, está-se referindo a uma teoria que tem como principal foco fazer um alinhamento entre os objetivos da empresa e os propósitos de seus colaboradores.

Para isso, Peter Drucker acreditava que era necessário que houvesse o envolvimento de todos na definição dos objetivos maiores e que satisfizessem, tanto a organização, quanto os trabalhadores que dela fizessem parte. Assim, de acordo com a teoria, são definidas metas organizacionais e, a partir delas, avaliado o desempenho e desenvolvimento de cada colaborador, de forma individual, através de seu envolvimento e motivação na execução de suas demandas e atividades.

Quais as vantagens da gestão por objetivos em RP?

As bases das Relações Públicas já levam em conta o Planejamento, sendo parte do processo natural de RP planejar e definir objetivos de longo/curto prazos e depois pela elaboração de planos para atingir esses objetivos ( KUNSCH, 2003). Contudo, na prática das Relações Públicas é preciso sempre estabelecer objetivos SMART antes de agir, ou seja, S (específicos), M (mensuráveis), A (atingíveis), R (relevantes) e T (temporais). Quando se aplica a gestão por objetivos em Relações Públicas, segundo Lattimore (2012), as vantagens imediatas são:

  1. Comunicar a forma com que os empresários pensam em termos de problemas e objetivos empresariais.
  2.  Aponta a importância das relações públicas na estrutura da empresa e alcance dos objetivos da organização.
  3. Apresenta uma estrutura para implementar programas efetivos de comunicações.
  4. Ajuda a manter os profissionais de relações públicas no rumo ao resolver problemas de sua área.
  5. Centraliza os objetivos nas atividades e não nas pessoas que vão desenvolvê-las.

Como utilizar a APO em Relações Públicas?

Para ser guiado pela Relações Públicas por objetivos, é preciso entender quais são etapas do processo. Veja as principais formas de usar na prática:

  • Foque em objetivos de Relações Públicas que terão impacto direto nos resultados da organização;
  • Baseie cada objetivo em dados concretos e mensuráveis, como aponta os Objetivos SMART;
  • Priorize uma linguagem clara para que todos os departamentos da organização, desde a base da empresa até os cargos de máxima gerência possam compreender;
  • Trabalhe com o problema empresarial: analise-o usando todas as técnicas de pesquisa disponíveis, depois desenvolva uma formulação clara e concisa sobre qual é o problema.
  • Traduza o problema empresarial em objetivos de relações públicas: essa e a parte mais difícil do processo. Os objetivos devem ser enunciados em termos mensuráveis.
  • Determine o(s) público(s): identifique a quem sua mensagem será dirigida. Pode haver vários públicos. Exemplo: mídia impressa e radiodifusão, funcionários da empresa, clientes, membros do governo.
  • Determine elementos do programa: isso inclui exatamente quais veículos serão usados para realizá-lo. Exemplos: TV, clipagem da imprensa, notas à imprensa, anúncios institucionais eventos de divulgação.
  • Determine o orçamento: a situação ideal é ajustar o orçamento à necessidade, usando uma abordagem baseada em objetivos e tarefas.
  • Implemente o programa/campanha: aplique as táticas da campanha.
  • Avalie o programa: use instrumentos e técnicas de medição adequados.

REFERÊNCIAS

KUNSCH, M.M.K. Planejamento Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo: Summus, 2003.

LATTIMORE, Dan et al. Relações Públicas: profissão e prática. Porto Alegre: AMGH Editora, 2012.

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