As 6 ações mais realizadas na valorização da Memória das instituições

De acordo com Karen Worcman, diretora e curadora no Museu da Pessoa, a história de uma empresa “não deve ser pensada apenas como resgate do passado, mas como um marco referencial a partir do qual as pessoas redescobrem valores e experiências, reforçam vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros”.

Pixabay

A sistematização da memória de uma empresa é um dos melhores instrumentos à disposição da comunicação empresarial e corporativa. A memória empresarial pode ser definida como “conjunto de sensações, lembranças e experiências, tanto boas quanto ruins, que as pessoas guardam de sua relação direta com uma empresa. Por isso, mais do que produtos e serviços, as empresas compartilham, seja com seu colaborador seja com a comunidade, seu imaginário organizacional”, afirma Paulo Nassar.

Paulo Nassar realizou uma pesquisa registrada no livro Relações Públicas: a construção da responsabilidade histórica e o resgate da memória institucional das organizações que apontou os principais produtos/ serviços desenvolvidos no resgate da memória institucional das organizações:

1- Livro histórico-institucional

Geralmente o livro é uma publicação de grande qualidade editorial e gráfica, organizada a partir dos marcos históricos significativos da empresa ou instituição. Os livros possibilitam a sistematização e divulgação de fatos, personagens e documentos históricos, sendo um importante elemento para ressaltar a relevância social, histórica e cultural da organização.

2- Produtos audiovisuais

Os vídeos produzidos pela empresa, na maioria das vezes, são utilizados para registrar depoimentos de vida. O depoimento de vida é a compreensão de que uma empresa não é apenas o resultado da ação de um grande líder. Uma empresa é uma reunião de pessoas que também colaboram para o sucesso. Por exemplo, como o presidente da empresa lidou com as adversidades em sua trajetória; como tratou os funcionários em tempos de “vacas magras”, como se relacionou com a comunidade; como se comportou quanto ao desenvolvimento do país. Esses são exemplos de abordagens para um vídeo.

3- Exposições

As exposições ajudam a perpetuar os fatos vividos pelas pessoas que trabalharam na organização. As exposições normalmente são fotográficas, mas também podem trazer diversos objetos, documento e formatos. A documentação geralmente reflete aspectos significativos da trajetória do empreendimento, desde sua criação até a atualidade. É importante ressaltar que uma exposição não precisa ser formado apenas por documentos antigos ou raros, mas pode ter diversos tipos de suportes e materiais.  

4- Internet

Os sites, por sua característica multimídia, podem organizar de forma criativa os acervos documentais e virtuais, podendo abranger diversos formatos. A internet é muito utilizada para organizar e disponibilizar acervos documentais, museológicos e fotográficos, além de depoimentos sobre fatos importantes. Além do acesso fácil e disponibilidade de recursos multimídia, vantagem é que pode ser compartilhado pelos funcionários e ser um espaço para consulta por toda sociedade.

5- Eventos

Os eventos são organizados em diversos formatos com o objetivo de marcar e comemorar uma data importante da organização. Na programação do evento podem ser realizadas ações de valorização dos colaboradores, tais como homenagens, entrega de medalhas e prêmios.  Além disso, um evento pode ter vários desdobramentos, sendo, por exemplo, inaugurações de espaços para os funcionários ou outras atividades que celebrem a história da empresa.

6- Museu Empresarial

O museu é uma manifestação tangível de criatividade da organização, que dá clareza as intenções de identidade e originalidade.  O museu pode ser composto por diversos objetos e documentos que representam aspectos significativos da trajetória da empresa, como troféus, certificados, equipamentos, mobiliário.

De acordo com Paulo Nassar, outros produtos também foram apontados pelos entrevistados, tais como folders, murais, palestras, brindes, selo comemorativo, atlas e álbuns. Nota-se a diversidade de possibilidades e alternativas de produtos/ ações que podem compor uma ação de valorização da memória da empresa.

Assim como Nassar, acredito que a principal preocupação do comunicador é sensibilizar a Alta Administração das organizações quanto a importância de investir nas ações de valorização da memória de forma permanente. A memória empresarial valoriza os atores envolvidos na construção da história da organização,  sendo uma forma de transferir conhecimentos, cultura e valores, além de também inspirar, gerar coesão social e conectividade emotiva entre os indivíduos.

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