Transformações no ensino das Relações Públicas no Brasil

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Entre os anos 60 e 90, o ensino das Relações Públicas foi regido pelos currículos mínimos homologados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Esses currículos indicavam as disciplinas obrigatórias que deveriam ser ministradas no Curso de Relações Públicas, registrando inclusive as ementas das disciplinas.

Os cursos de Comunicação possuíam habilitações (Relações Públicas, Jornalismo, Publicidade/Propaganda e outras) e existiam disciplinas “tronco comum” que eram comuns entre as habilitações. As críticas a esse tipo de formação são diversas, contudo, a principal apontada por Cláudia Moura é que a formação geral não possibilitava uma visão específica sobre RP no início do curso.

As disciplinas específicas do último currículo mínimo (1984) eram as seguintes: Técnicas de Relações Públicas, Técnicas de Comunicação Dirigida, Teoria e Pesquisa de Opinião Pública, Legislação e ética em Relações Públicas, Planejamento de Relações Públicas e Administração e Assessoria de Relações Públicas.

No início dos anos 2000, o MEC aprovou as novas diretrizes curriculares para a Comunicação Social e a habilitação em relações públicas. As diretrizes curriculares apresentavam indicações de “conteúdos curriculares” que serviriam de parâmetros para os cursos de comunicação social. Trata-se de uma flexibilização, permitindo uma personalização das instituições de ensino, devido à possibilidade de elaborar novos projetos curriculares e experiências dos estudantes de cada região.

Em 2010, o Ministério da Educação (MEC) instituiu uma Comissão de especialistas (Portaria 595/2010, de 24 de maio de 2010) composta por: Margarida Maria Krohling Kunsch – Presidente, Cláudia Peixoto de Moura, Esnél José Fagundes, Márcio Simeone Henriques, Maria Aparecida Viviani Ferraz, Paulo Roberto Nassar de Oliveira e Ricardo Ferreira Freitas.

A comissão realizou diversas consultas e audiências para ouvir os diversos segmentos da área (Associações de Classe, Docentes, Discentes, Empresas). As audiências ocorreram em Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Recife (PE), Manaus (AM) e Brasília (DF). O parecer gerado a partir do processo avaliativo apontou a necessidade de atualização urgente das Diretrizes Curriculares do Curso (DCN) de RP, fato que foi aprovado em 2013.

As novas diretrizes curriculares para os cursos de Graduação em Relações Públicas estão relacionadas com a emergência da Comunicação Digital e as exigências políticas, econômicas, sociais que privilegiam a diversidade, democracia e a pluralidade cultural as exigências sociais, decorrendo assim das necessidades do mercado.

As DCN indicam os parâmetros básicos de organização pedagógica de um curso, que se consolidam no projeto político pedagógico (PPP). Dessa forma, possibilita ainda a relação entre áreas de organização do saber, visando o perfil do egresso a atingir, com as habilidades e competências a desenvolver.Os eixos de formação estão centrados em quatro grandes tópicos temáticos: 1. Formação Geral; 2. Formação em Comunicação; 3. Formação em Relações Públicas; e 4.Formação Suplementar.

Ao se fazer uma análise criteriosa Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação de Relações Públicas, pode-se observar que seu conteúdo é bastante abrangente, moderno e ao mesmo tempo muito inovador.

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