Colóquio de Jornalismo da UFAM discute as Fake News

‘Fake news e as pós-verdades’ foi o tema debatido no I Colóquio de Jornalismo, realizado hoje no auditório Rio Negro do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), sendo a convidada a jornalista e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Pollyana Ferrari.

A professora destacou várias questões sobre suas pesquisas na área de Jornalismo, Fake News e a produção de informações. A discussão é fruto de sua pesquisa de pós-doutorado realizada na Universidade da Beira Interior, UBI, Portugal.  A seguir sintetizo alguns  pontos abordados por Pollyana Ferrari em forma de questionamentos:

 

Profa. Pollyana Ferrari. Créditos: Nicole Baracho

Qual o contexto que vivemos hoje?

Do ponto de vista tecnológico, estamos em pleno avanço em diversos sentidos. As redes sociais, por exemplo, evoluíram e já completaram 14 anos. Com elas todos ganharam voz, podem falar o que querem (atualizar, publicar, compartilhar). Todos se tornam potenciais produtores de informação. Por outro lado, as pessoas de forma geral não checam a origem das informações (fontes) e existem escritórios dedicados a trabalhar exclusivamente com fake news, em especial nas campanhas eleitorais e em outras situações.  Estamos imersos em bolhas, ou seja, círculos informacionais no qual vivemos e somos “informados” por atualização de amigos. As pessoas começaram a acreditar mais nas informações divulgadas nos seus círculos. As bolhas ganham cada vez mais forças, pois as pessoas não se perguntam “Quem é a fonte? Dá onde veio essa informação?”

 

Fake News são novas?

Apesar de o assunto ter tomado grandes proporções atualmente, a produção de conteúdo manipulativo para atender a interesses econômicos e políticos previamente estabelecidos não é algo novo. As notícias falsas sempre existiram, contudo, agora as redes sociais colocam em outra escala.

 

Profa. Pollyana Ferrari. Créditos: Nicole Baracho

As notícias falsas tem mais repercussão na rede?

Sim. Segundo Ferrari, a revista Science revelou que as fake news possuem 70% de vantagem em relação às possibilidades de propagação das notícias verídicas, que se difundem significativamente menos longe pela ausência do apelo emocional geralmente contido nas falsas. O estudo aponta ainda que a verdade demorou muito mais tempo do que a falsa notícia para atingir um total de 1500 internautas.

 

Quais seriam as soluções para combater as Fake News?

Pollyana Ferrari destacou que a Educação é um das formas de combater as noticias falsas. É preciso discutir o assunto nas escolas, faculdades e locais de formação. O cuidado com o compartilhamento de informações deve ser ensinado nas escolas. A pesquisadora defendeu ainda a Educação como forma de estimular o senso crítico.  Outra forma é não compartilhar informações sem checar. Todos que tem que ser um “checador”. As pessoas não não podem apenas compartilhar.

 

Profa. Pollyana Ferrari. Créditos: Nicole Baracho

Qual a importância de checar as informações?

Para reduzir o impacto das Fake News, o ideal é adotar um modelo sistematizado de checagem detalhada  de todas as informações. Em 2017, as agências de checagem ganharam mais força ao redor do mundo, dada a urgência de verificar tudo que está sendo divulgado. As agências de checagem ganharam mais força ao redor do mundo. O International Fact-Checking Network (IFCN) , por exemplo, é uma unidade do Instituto Poynter dedicada a reunir verificadores de fatos em todo o mundo. O IFCN foi lançado em setembro de 2015 para apoiar uma cultura em expansão de iniciativas de verificação de fatos, promovendo as melhores práticas e intercâmbios nesse campo.

Exemplos de Agências de Checagem de informações:

Agência Lupa – A primeira agência de Fact-Checking no Brasil

Chequeado – Verificação de discursos públicos na América Latina

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