Signo: definição, constituição e classificação (Semiótica Peirciana)

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Santaella (2007) esclarece que tudo pode ser um signo. Pense em algo, o que vier em seu pensamento [inclusive seu pensamento] é um signo. Cabe também ressaltar o que Santaella (2010) expõe: os signos estão cada vez mais aumentando, sobremodo, depois da Revolução da Tecnologia da Informação que proporcionou a diversificação das linguagens. Por isso, torna-se mais urgente definir, conhecer a constituição e classificação dos signos.

Existem diversas definições de signo, Santaella (2007) destaca que o próprio Peirce definiu de diferentes modos o que vem a ser signo. As definições foram elaboradas em diferentes épocas, sendo umas mais complexas outras mais simples. Contudo, entende-se que algo pode ser definido quando se expõe: sua constituição e/ou a sua funcionalidade.

Qual a funcionalidade de um signo? “o signo é uma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto. Ele só pode funcionar como signo se carregar esse poder de representar, substituir uma outra coisa diferente dele” (SANTAELLA, 2007, p. 58).  Para realizar isso, o signo é constituído por elementos essenciais.

Como em uma máquina que necessita de engrenagens, o signo funciona com uma estrutura específica, com elementos que o constituem. Um dos desafios para compreender o Signo é justamente entender a sua complexidade interna. Referimo-nos, assim, a natureza do signo, que para Peirce é triádica, assim o signo é composto em três “níveis” interdepentes, interatuantes e interconectados: Fundamento (ou signo), Objeto e Interpretante. Esses estão co-relacionadas diretamente com as categorias fenomenológicas universais (Primeiridade, Secundidade e Terceiridade).

Signo: definição, constituição e classificação Santaella (2007) esclarece que tudo pode ser um signo. Pense em algo, o que vier em seu pensamento [inclusive seu pensamento] é um signo. Cabe também ressaltar o que Santaella (2010) expõe: os signos estão cada vez mais aumentando, sobremodo, depois da Revolução da Tecnologia da Informação que proporcionou a diversificação das linguagens. Por isso, torna-se mais urgente definir, conhecer a constituição e classificação dos signos. Existem diversas definições de signo, Santaella (2007) destaca que o próprio Peirce definiu de diferentes modos o que vem a ser signo. As definições foram elaboradas em diferentes épocas, sendo umas mais complexas outras mais simples. Contudo, entende-se que algo pode ser definido quando se expõe: sua constituição e/ou a sua funcionalidade. Qual a funcionalidade de um signo?
Relação triádica do Signo/ Signo e sua estrutura

O fundamento é o signo em si mesmo e busca representar um objeto, substituindo-o. O objeto é a representação propriamente dita do signo. O interpretante consiste no potencial de interpretações em uma mente. A partir da segmentação lógica dos constituintes do signo, Peirce criou um conjunto de classificações dos tipos plausíveis de signo. Essa averiguação levou a 10 divisões triádicas cuja análise combinatória gerou cerca de 50.000 tipos de signos. Contudo, três divisões triádicas e 9 tipos de signos são mais conhecidos e explorados, permitindo a investigação de variados tipos de linguagens.

Tricotomia mais conhecida Fonte: Santaella (2007)

O signo em si mesmo, na sua condição de ser por ser, na primeiridade, pode ser percebido como uma qualidade (quali-signo). A qualidade se dá em um objeto, existente em um espaço, determinado no tempo (sin-signo) que, por sua vez, possui uma convencionalidade para existir, uma lei e há um pertencimento a um universo geral (legi-signo).

Os ícones não representam efetivamente nada, derivam de uma qualidade pura, representam a si próprios, ou seja, apenas suas propriedades. Eles tem um alto poder de sugestão. É uma impressão, parecem algo, sugestionam algo. Tudo que indica a existência de algo é índice, há uma conexão factual, por exemplo, qualquer produto humano indica que foi feito por homens. O símbolo é fruto de uma convenção, gerado por uma lei.

O rema é um potencial sugestivo do objeto-ícone a partir do quali-signo, assim não há certezas, mas hipóteses, conjecturas. O dicente é um potencial indicativo, apontando aspectos da concretude do objeto, da sua existência enquanto tal. O argumento, por sua vez, é lógico, pois remete à convenções e leis. O raciocínio argumentativo produz uma conseqüência ou dedução baseada em arbitrariedades.

REFERÊNCIAS

COELHO NETO, J. Teixeira. Semiótica, informação e comunicação. São Paulo: Perspectiva, 2010. (Coleção Debates)

SANTAELLA, Lúcia; NOTH, Winfried. Estratégias semióticas da publicidade. São Paulo: Cengage Learning, 2010.

SANTAELLA, Lúcia. Semiótica Aplicada. São Paulo: Cengage Learning, 2008.

SANTAELLA, Lúcia.  O que é semiótica. São Paulo: Brasiliense, 2007.

Caso deseje citar esse conteúdo, utilize a seguinte referência:

GOMES JÚNIOR, Jonas da Silva. Signo: definição, constituição e classificação (Semiótica Peirciana). 2018. Disponível em: <https://jonasjr.wordpress.com/2018/04/02/signo-definicao-constituicao-e-classificacao-semiotica/>. Acesso em: dia. mês. ano.

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