Margarida Kunsch(Autores Clássicos de RP)

Profa. Margarida Kunsch. Fonte: corp-online.blogspot.com

Margarida Maria Krohling Kunsch é uma das principais referências de Relações Públicas no Brasil, atuando como professora titular da Universidade de São Paulo na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP). Livre-docente em Teorias e Processos de Comunicação Institucional, doutora e mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas pela Faculdade de Comunicação Social Anhembi.

Docente dos cursos de graduação e pós-graduação e coordenadora do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas da ECA-USP. Líder do Grupo de Pesquisa Centro de Estudos de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Cecorp) – ECA-USP/CNPq.

Kunsch organizou diversas coletâneas de Ciências da Comunicação, Comunicação Organizacional e Relações Públicas, tendo publicado vários capítulos e artigos em livros e periódicos científicos nacionais e internacionais. Sua produção é muito significativa! Além disso,  criou umas principais das revistas científicas da área que é a “Organicom – Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas” (ECA-USP).

Destaco aqui duas produções que são clássicos de RP (Leituras Obrigatórias para Graduação):

Planejamento de relações públicas na comunicação integrada

Relações públicas e modernidade: novos paradigmas na comunicação organizacional

No mestrado (final da década de 70), Kunsch começou a perceber a necessidade de a área adotar uma nova postura frente ao contexto de mudanças. As áreas da Comunicação trabalhavam de forma isolada, sem a interação. Antes as relações públicas eram vistas de forma fragmentada e isolada, centradas simplesmente em seus instrumentos e técnicas.

Enfatiza que quando se fala em filosofia organizacional, considera a necessidade de ultrapassar a fronteira dos meros interesses individuais ou de grupos proprietários. Na definição de missão, visão, valores deve-se ter uma perspectiva muito mais ampla, levando em conta para quem a organização repassa seus produto. É preciso ocorrer uma coerência entre o discurso e a prática no dia a dia.

O subsistema institucional está relacionado com o posicionamento público das organizações, com as crenças, os valores e com a filosofia e a missão organizacional. Portanto, orienta e cria diretrizes de ação para dirigir os demais subsistemas no sentido geral. Todo esse conjunto se refere aos princípios que norteiam o comportamento da organização diante dos seus diversos públicos, e justamente nesse âmbito é que se insere a atuação das relações públicas.

A autora considera que, na prática, as relações públicas desempenham quatro funções nas organizações (Administrativa, Estratégica, Mediadora e Política). Quatro Teorias Essenciais embasam a área: Teoria Interorganizacional; Teoria de Gerenciamento; Teoria da Comunicação; Teoria de Conflitos-Resoluções.

Na contemporaneidade, as RPs devem desenvolver nas organizações sua função estratégica, sendo fundamental o planejamento. Três eixos são as principais “bandeiras” da autora:

  1. Subsistema institucional das organizações deve ser administrado por Relações Públicas;
  2. A dimensão estratégica da área tem como base o planejamento e a gestão;
  3.  A dimensão abrangente da comunicação organizacional integrada envolve as seguintes modalidades: Adm, Interna, Inst e Int.

 

 

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