A essência das Relações Públicas: organizações e públicos (stakeholders)

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Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Relações Públicas (aprovadas em 2013), o profissional de relações públicas está apto a atuar nas áreas de comunicação nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor, por meio do estabelecimento de políticas, estratégias e instrumentos de comunicação e relacionamento. Realiza atividades de pesquisa e análise, de assessoria e consultoria, de planejamento e de divulgação, podendo ser também um empreendedor da área para diversos segmentos.

Mas, afinal, qual a essência das Relações Públicas? Essa resposta pode ser encontrada na seguinte citação:

“As Relações Públicas, enquanto atividade profissional e disciplina acadêmica, têm como objetos as organizações e seus públicos de interesse, instâncias distintas, mas que se relacionam dialeticamente. A área trabalha administrando relacionamentos e, muitas vezes, mediando conflitos, valendo-se para tanto de estratégias e de programas de comunicação de acordo com diferentes situações” (KUNSCH, 2003, p.89-90).

Essa colocação de Kunsch (2003) sintetiza o que são as Relações Públicas por meio dos seus elementos constituintes: organizações e públicos (stakeholders).

De acordo com a Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), a área é definida como a atividade e esforço deliberado, planejado e contínuo para  estabelecer e manter compreensão mútua entre uma instituição, pública ou privada, com seus grupos de interesse. Outra definição apresentada pelo prof. James Grunig sobre a área afirma que se trata da administração da comunicação entre organizações e seus públicos.

Nota-se nas definições expostas o caráter estratégico das Relações Públicas, pois a definição da ABRP deixa claro que a atividade é caracterizada por um esforço permanente de mediação entre os interesses distintos das organizações e os diferentes agrupamentos com os quais se relaciona. As Organizações e os públicos têm passado por uma série de mudanças que reconfiguram o pensar e o fazer das Relações Públicas.

As Organizações têm sido diretamente influenciadas pelo fenômeno da globalização, o advento das plataformas e redes sociais digitais e as questões ambientais. Ademais, as organizações estão em um contexto de ampla concorrência, necessidade de otimização de recursos e processos constantes de reengenharia.

Pexel

Os stakeholders com os quais as organizações se relacionam também estão em constante mutação. Na atualidade, os sites de redes sociais provocaram mudanças significativas no perfil dos públicos das organizações, pois esses estão cada vez mais exigentes quanto ao relacionamento, interação e sociabilidade digitais.

É nesse contexto de mudança paradigmática que as Relações Públicas estão inseridas. Não há mais como pensar as Relações Públicas como atividades meramente executoras de ações comunicacionais. Deve-se, na verdade, pensá-la estrategicamente como elemento norteador das ações de Comunicação nas Organizações.

Indicações de Leitura

  1. ANDRADE, C.T. Para entender relações públicas. São Paulo: Loyola, 1993.
  2. FORTES, W.G. Relações Públicas: processo, funções, tecnologia e estratégias. São Paulo: Summus, 2003.
  3. FRANÇA, F. Públicos: como identificá-los em uma nova visão estratégica. São Paulo: Yendis, 2008.
  4. KUNSCH, M.M.K. Planejamento Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo: Summus, 2003.
  5. SIMÕES, R.P. Relações Públicas: função política. São Paulo: Summus, 1995.
  6. WEY, H. O processo de Relações Públicas. São Paulo: Summus, 1983.

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