PAIS SEMPRE ALERTA

Criança e sua babá (Crédito: Microsoft Imagens)
Criança e sua babá (Crédito: Microsoft Imagens)

O texto do Sérgio Augusto,“A mídia do medo”, posiciona-se claramente afirmando que um dos culpados pelo grande índice de violência seriam as mídias audiovisuais (cinema e TV). No texto, o autor questiona: “mudaram as crianças e os adolescentes ou mudou o cinema?” A partir daí comecei a gerar uma reflexão sobre o processo de formação educacional dos jovens e o fundamental papel dos pais.

Temos, hoje, uma juventude que nasceu de pais que viveram os momentos de repreensão da ditadura, assim, não querendo dar a mesma educação que a eles foi imposta, acabou “maneirando” e deixando os filhos à vontade. Aliás, a Constituição de 1988 também teve esse mesmo caráter paternalista, nela observa-se claramente que os direitos sobrepujam, e muito, os deveres, dessa forma nossa Carta Magna é considerada uma das mais democráticas do mundo- pena que muita coisa só é teoria.

Sobre a questão da juventude “transviada”, o autor deixou claro que a mídia tem um poder decisivo na formação intelectual, mas isso eu e você já sabíamos. No entanto, Sergio dá uma dimensão que, apesar do exagero, é real e que nos remete a algumas reflexões como, por exemplo, o papel dos pais na formação do individuo.

Com os tempos mais modernos, a mulher deixou de exercer apenas o papel de dona de casa e ganhou o mercado de trabalho para ajudar no sustento da família, dessa forma as crianças acabaram ganhando uma “baba” especial, a televisão. Portanto, muitas crianças tiveram (e tem) a sua formação intelectual baseada na “Sessão da Tarde” e noutros programas que, sinceramente, em nada ajudam na formação cultural da criança.

Crianças que passam os seus horários livres na frente da TV recebendo uma formação duvidosa através de programas inapropriados, tais como aqueles programas de auditório com discussões de baixo nível, filmes com índice altíssimo de cenas desapropriadas para menores, deixando propensos a se tornarem jovens com problemas.

Cenas de violência são comuns em alguns gêneros de filmes e, claro, você e eu já vimos muitas. No entanto, temos, agora, uma formação que nos permite discernir o que é bom e o que não é. Todavia, as crianças quando assistem excessivamente imagens de violência, de acordo com especialistas em psicologia, acabam tendo a mente condicionada por aquilo e depois de algum tempo não vêem os atos de violência como negativos.

Darei um exemplo do que falo. O irmão mais novo (12 anos) do meu amigo jogava nos “videogames” muitos jogos com alto nível de violência, sendo em que as personagens do jogo sempre tinham que matar os adversários, algumas mortes eram  com requintes de crueldade. Um dia, passando por uma movimentada avenida, ao redor de uma pequena multidão havia um corpo estendido no chão e o meu amigo perguntou “Será que ele morreu?” e o irmão dele respondeu rindo “Morreu, Morreu! Não podemos fazer nada”. Então, veja: a morte para ele era encarada como uma simples brincadeira, assim ele não conseguia distinguir os jogos da vida real.

Então como impedir que as crianças sejam influenciadas por cenas e programas? Não dá para fazer com que as crianças deixem de ser influenciadas, mas as influências têm que ser positivas e ajudarem no crescimento intelectual. As crianças têm um intelecto em formação e os pais ou responsáveis precisam estar presentes na construção das características das crianças e adolescentes. Logo, acabar com a “mídia do medo” está nas mãos da sociedade.

Jonas da Silva Gomes Júnior | http://www.jonasjr.com

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